Os perigos da exposição ao Bisfenol A (BPA) - ATP Jr Consultoria

Os perigos da exposição ao Bisfenol A (BPA)

Atualmente, somos expostos a diversos tipos de substâncias no ar que respiramos, nos produtos químicos que utilizamos na limpeza local e pessoal, e até mesmo nos alimentos que consumimos e suas embalagens diversas.

Com isso surgiu uma preocupação: quais efeitos esses milhares de compostos químicos aos quais estamos expostos diariamente poderiam nos causar?

A preocupação é válida já que muitas substâncias químicas exógenas absorvidas podem interferir em sistemas do nosso corpo, causando problemas. Um composto conhecidamente problemático é o Bisfenol A (BPA) que consegue mimetizar a ação estrogênica devido à sua similaridade estrutural e metabólica com compostos que têm essa ação. O BPA atua sobre etapas do ciclo hormonal natural e interfere na manutenção da homeostasia e na regulação dos processos de desenvolvimento celulares de diferentes tecidos.

O BPA é um dos produtos químicos mais produzidos em volume no mundo. Estima-se que mais de 3,6 milhões de quilos de BPA são produzidos por ano, e que 100 toneladas são liberadas na atmosfera.

Ele também é usado principalmente na fabricação de resinas de verniz interno e externo de latas de alimentos; e na fabricação do policarbonato, um polímero muito utilizado em recipientes plásticos de uso doméstico. Em 2012, a Resolução RDC n. 41/2011 proibiu a importação e fabricação de mamadeiras de policarbonato no Brasil devido à incerteza quanto ao grau de malefícios à saúde humana, principalmente no estágio de desenvolvimento inicial como o dos bebês. Para as demais aplicações, o BPA ainda é permitido, mas a ANVISA estabelece um limite máximo de migração desta substância para alimentos sendo de no máximo 0,6 mg/Kg.

Esse composto pode induzir modificações nos filhos cujos pais tiveram contato com BPA, como uma maior tendência alérgica, bem como alterações no funcionamento de linfócitos.

O trato gastrintestinal por ser o sistema de digestão e absorção de nutrientes do corpo, é o mais exposto ao BPA. O efeito ainda não é comprovado, porém foi observada uma inibição significativa do movimento duodenal pelo BPA, pelo que se imagina ser causado por uma estimulação e/ou ativação de neurônios motores inibitórios nos plexos entéricos que inerva as células musculares da parede duodenal. No entanto, há indícios de consequências sobre o sistema reprodutor, além de possível relação com obesidade e até mesmo diabetes tipo 2.

Para evitar contato com essa substância, evite esquentar ou congelar vasilhames de plástico, opte pelos metálicos ou de vidro. Outra alternativa é optar, no ato da compra, por vasilhas, potes, garrafinhas que tenham indicação de “BPA Free”, que significa que não foi utilizado nenhum composto com bisfenol em sua fabricação.

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